A maioria de quem vende comida pelo iFood sabe, no geral, que "o iFood cobra uma taxa". Poucos já sentaram pra fazer a conta até o fim — comissão mais taxa de pagamento, mês fechado. Essa conta muda tudo quando você é MEI e vende num volume menor.
De onde vem a cobrança
A taxa do iFood tem duas partes que se somam em cada pedido:
- Comissão sobre a venda — varia entre 12% e 23%, dependendo do plano de parceria contratado.
- Taxa de pagamento — em torno de 3,2% adicionais, cobrada sobre o valor do pedido processado dentro do app.
Somando os dois, o efeito real fica entre 20% e 32% do valor de cada pedido — dependendo do plano e da forma de pagamento do cliente.
🧮 Vale confirmar o seu plano específico
Como isso pesa no volume de um MEI
O teto de faturamento do MEI é R$81.000 por ano — em média, cerca de R$6.750 por mês. Aplicando a faixa de 20% a 32% de efeito da comissão, alguém que vende perto desse teto todo mês pelo iFood está deixando o seguinte na mesa:
Faturamento/mês
R$6.750
perto do teto do MEI
Comissão (20%)
R$1.350
cenário mais baixo
Comissão (32%)
R$2.160
cenário mais alto
Em um ano, isso é entre R$16.200 e R$25.920 só de comissão — pra alguém que, por definição, fatura no máximo R$81.000 no mesmo período. Não é um detalhe pequeno na conta; é uma fatia relevante de tudo que entrou.
O que fazer com esse número
Isso não significa abandonar o iFood — ele continua sendo um canal real de gente nova descobrindo seu negócio. Significa entender exatamente quanto esse canal custa, pra decidir com clareza se vale complementar com um canal de venda direto pros clientes que já são fiéis.
Use a calculadora do Pratto pra ver quanto você economizaria com um canal próprio.
Criar meu cardápio grátis →Leia também: delivery próprio vale a pena? e como o MEI pode reduzir essa taxa sem perder pedido.